24 de jul de 2015

No aniversário de 25 anos do Telescópio Espacial Hubble, NASA revela imagem surpreendente de aglomerado de estrelas

Credits: NASA/ESA



Para comemorar os 25 anos do Telescópio Espacial Hubble, a agência espacial norte-americana NASA publicou uma imagem impressionante observada pelo telescópio e que dá aos astrônomos uma visão clara de Westerlund 2, um aglomerado de aproximadamente 3.000 estrelas localizado a 20 mil anos-luz de distância da Terra, na constelação de Carina.

O aglomerado gigante tem mais de 2 milhões de anos e hospeda algumas das maiores, mais massivas e quentes estrelas da nossa galáxia. A nebulosa revela belos cenários com pilares, vales e cumes, onde os pilares, possivelmente incubadores de novas estrelas, são compostos de gases densos, possuem alguns anos-luz de altura e apontam para o aglomerado de estrelas observado.

O que vemos é, em termos astronômicos, um aglomerado muito jovem, e por isso ainda não teve tempo o suficiente para dispersar suas estrelas pelo espaço, permitindo assim que os astrônomos tenham a oportunidade de obter informações sobre como Westerlund 2 possivelmente se formou.


23 de jul de 2015

Sonda Espacial Kepler encontra exoplaneta 60% maior do que a Terra orbitando possível zona habitável

Crédito: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle


O novo exoplaneta descoberto, agora identificado como Kepler-452b, está localizado a 1.400 anos-luz da constelação de Cygnus e faz parte da potencial "zona habitável" em seu sistema, ou seja, região na órbita de uma estrela onde água em estado líquido pode compor a superfície dos planetas. Por sua similaridade com o nosso planeta, cientistas passaram a chamá-lo também de "primo distante" da Terra.


Kepler-452b foi encontrado orbitando uma estrela da classe G2 e é 60% maior do que a Terra. Mesmo que sua massa e composição ainda não tenham sido determinadas, pesquisas sugerem que planetas do tamanho de Kepler-452b possuem grande chance de serem rochosos. Kepler-452b leva 385 dias para dar uma volta completa em torno da sua estrela (Kepler-452). Esse período orbital é 5% maior que o período que a Terra leva para dar uma volta ao redor do Sol, que é de 365,25 dias.

O tamanho e escala do sistema de Kepler-452 comparado ao de Kepler-186 e o Sistema Solar. O sistema de Kepler-186 é tão pequeno que caberia na órbita de Mercúrio. Créditos: NASA/JPL-CalTech/R. Hurt

A estrela Kepler-452, tem 6 bilhões de anos de idade, 1 bilhão e meio a mais do que o Sol. Ainda que seja 20% mais brilhante e seu diâmetro seja 10% maior do que o da nossa estrela, elas têm a mesma temperatura.  

As informações foram publicadas no periódico "The Astronomical Journal". No total, a sonda Kepler já descobriu 521 exoplanetas.

15 de mai de 2015

Fatos históricos astronômicos

16/04/1178


Segundo lendas gregas, em 16 de abril de 1178 a.C. um eclipse solar marcou o retorno de Odysseus, o lendário rei de Ithaca, ao seu reino após a guerra de Troia.




17/04/1970


No dia 17 de abril de 1970, retornam à Terra, após seis dias no espaço, sãos e salvos, os astronautas norte-americanos James A. Lovell, Jr, Fred W. Haise, Jr. e John L. Swigert, Jr., tripulantes da acidentada missão Apollo 13, a sétima missão tripulada do Projeto Apollo e a terceira com intenção de pousar na Lua, mas não cumpriu a missão devido a um acidente durante a viagem de ida, causado por uma explosão no módulo de serviço, que impediu a descida no satélite.




18/04/1906


Um grande terremoto, de magnitude 7,9, ocorreu na região da cidade de San Francisco em 18 de abril do ano de 1906, atingindo toda a costa norte da Califórnia, Estados Unidos. O terremoto, cujo choque principal durou cerca de 42 segundos, ocorreu ao longo do terço mais ao norte da falha de San Andreas, tanto na direção norte como na direção sul, afetando um total de 477 quilômetros. Certas partes da superfície foram levantadas até 8,5 metros. Oficialmente, na época do acidente, só foram registradas 375 mortes. Devido ao racismo existente não foram contabilizadas as vítimas, centenas delas, do bairro chinês. Este foi o primeiro terremoto documentado tanto por fotografias como filmes.




19/04/1971


Em 19 de abril de 1971, foi lançada pela União Soviética a Salyut-1, a primeira estação espacial construída pelo ser humano colocada em órbita em torno da Terra. Sua existência foi, entretanto, bastante conturbada e trágica. Já no primeiro deslocamento de cosmonautas para a estação espacial graves problemas surgiram. Devido a uma falha no mecanismo de acoplamento, os três primeiros cosmonautas que deveriam permanecer na Salyut 1, levados ao espaço pela cosmonave Soyuz 10, não conseguiram entrar na estação espacial. A segunda tripulação, três cosmonautas levados ao espaço pela cosmonave Soyuz 11, após uma estadia de 23 dias na estação espacial abortaram sua permanência nela devido a um incêndio a bordo. Após se refugiarem na cosmonave Soyuz 11, os três cosmonautas morreram durante seu retorno à Terra devido a um vazamento do ar de sua cabine. A estação espacial nunca mais foi utilizada.




20-04-1972


Em 20 de abril de 1972, pousaram na Lua na região conhecida como montanhas Descartes, os astronautas norte-americanos da missão Apollo 16. Os astronautas John W. Young e Charles Duke Jr. permaneceram 71 horas 2 minutos e 13 segundos em solo lunar. Eles realizaram testes com o “lunar rover” pilotando-o a uma velocidade de 18 km por hora. O astronauta Thomas Ken Mattingly Jr. permaneceu em órbita em torno da Lua.





21-04-1994 


O astrônomo polonês Alexander Wolszczan anunciou a descoberta dos primeiros planetas extra solares. Em 1990 ele descobriu a pulsar PSR B1257+12 e a análise dos dados mostrou que dois planetas estavam em órbita em torno dela. Esses planetas tinham massas 4,3 e 2,8 vezes a massa da Terra e suas órbitas estavam a 0,36 e 0,47 unidade astronômica respectivamente.




23-04-1992 


Um grupo de cientistas norte-americanos anunciou no dia 23 de abril de 1992, ter encontrado, nos dados obtidos pelo satélite COBE, anisotropia na radiação de fundo de micro-ondas cósmica, uma descoberta científica fundamental que passou a ser popularmente conhecida como “semente primordial”. Esta descoberta deu aos cientistas norte-americanos John C. Mather e George F. Smoot o Prêmio Nobel de física de 2006. Acredita-se que essas “sementes primordiais”, que são perturbações de densidade, tenham iniciado a formação das estruturas que conhecemos no universo de hoje, tais como os aglomerados de galáxias.




24-04-2007


Em 24 de abril de 2007 o astrônomo suíço Stéphane Udry anunciou a descoberta de um planeta rochoso, Gliese 581c, localizado na chamada “região habitável” da estrela anã vermelha Gliese 581. Este planeta está a cerca de 11 milhões de quilômetros da sua estrela. Mas, como ela é menor e mais fria que o Sol, o planeta, apesar de muito próximo a ela, está dentro da chamada “zona habitável” da estrela. Isso faz com que os astrônomos considerem a possibilidade da existência de água em estado líquido na superfície do planeta. Se Gliese 581c é rochoso e tem um grande núcleo de ferro seu raio deve ser cerca de 50% maior do que o da Terra. Sua temperatura na superfície deve ser de cerca de -17o C. Sendo confirmadas suas propriedades, o planeta Gliese 581c será o primeiro planeta extrasolar “terrestre” encontrado até hoje (2007). A estrela Gliese 581 está a cerca de 20,5 anos-luz de nós (194 trilhões de quilômetros) e é a 87a estrela mais próxima da Terra.




25-04-1990


Nesse mesmo dia no ano de 1990, os astronautas norte-americanos Loren J. Shriver (comandante), Charles F. Bolden, Jr. (piloto), e os especialistas da missão Steven A. Hawley, Bruce McCandless II e Kathryn D. Sullivan, a bordo do Space Shuttle Discovery (missão STS-31), liberaram em órbita em torno da Terra, a cerca de 600 quilômetros de altitude, o Hubble Space Telescope, um telescópio refletor com espelho de 2,4 metros de diâmetro, projeto conjunto da NASA (Estados Unidos) e ESA (Comunidade Europeia).




26-04-2007


Em 26 de abril de 2007, o físico teórico inglês Stephen Hawking fez um voo de gravidade zero a bordo de um avião da Zero Gravity Corporation. Este voo é assim chamado porque o avião mergulha quase verticalmente e os passageiros, nestes momentos, experimentam a sensação de gravidade zero. O voo de Hawking fez oito mergulhos durante os quais ele pode sentir a simulação de gravidade zero sendo assim a primeira pessoa tetraplégica que experimentou essa sensação. Hawking possui uma doença irreversível chamada esclerose lateral amiotrófica (ou doença de Lou Gehrig). Segundo Hawking ele fez este voo com o intuito de aumentar o interesse do público pelo espaço sideral pois, segundo ele, “a raça humana não tem futuro se não for para o espaço”.




28-04-2001


Nesse mesmo dia no ano de 2001, o multimilionário norte-americano Dennis Anthony Tito tornou-se o primeiro “turista espacial”. Ele pagou todas as despesas (20 milhões de dólares) para realizar um voo espacial a bordo da cosmonave russa Soyuz TM-3. Durante sua estadia de 7 dias, 22 horas e 4 minutos no espaço ele descreveu 128 órbitas em torno da Terra.




30-04-2003


A circular da União Astronômica Internacional IAUC 8125 anunciou, em 30 de abril do ano de 2003, que um grupo de astrônomos da University of Hawaii, Estados Unidos, liderados pelo astrônomo norte-americano Scott S. Sheppard, havia descoberto mais um satélite de Júpiter que hoje tem o nome de Carpo.




01-05-1996


Neste mesmo dia no ano de 1996, a União Astronômica Internacional (IAU) adotou oficialmente o nome Plutão para o planeta descoberto pelo astrônomo norte-americano Clyde Tombaugh. O nome Plutão foi sugerido por uma estudante inglesa, Venetia Burney, de apenas 11 anos. Em 24 de agosto de 2006, a União Astronômica Internacional (UAI) criou uma definição de planeta formal, que fez Plutão deixar de ser planeta e ganhar a nova classificação de planeta anão, juntamente com Éris e Ceres.11 Depois da reclassificação, Plutão foi adicionado à lista de corpos menores do Sistema Solar. Porém, há cientistas que afirmam que Plutão não deveria ser considerado planeta anão, mas voltar a ser classificado como planeta.




03-05-1916


Foi fundada no Rio de Janeiro, no dia 03 de maio de 1916, a Sociedade Brasileira de Ciências. Henrique Morize, então Diretor do Observatório Nacional, foi seu primeiro presidente permanecendo no cargo até 1926. Em 1921, a Sociedade Brasileira de Ciências passou a ser chamada de Academia Brasileira de Ciências.




04-05-1925


Em 4 de maio do ano de 1925, o físico alemão Albert Einstein chegou ao Rio de Janeiro iniciando sua visita que duraria até o dia 11 deste mesmo mês. Ele se hospedou no Hotel Glória, visitou institutos de pesquisa, inclusive o Observatório Nacional, e fez palestras públicas sobre suas recém-criadas teorias. Einstein voltou à Europa no dia 12 de maio de 1925.



14 de mai de 2015

Registros do primeiro experimento de gravidade artificial

Ela nos arrasta para baixo, puxa nossos membros desgastados, deixa nossos pés cansados, faz algumas partes de nosso corpo caírem. Mas ela também é um fator crítico para nosso bem-estar de longo prazo. Astronautas e cosmonautas que orbitaram a Terra nos últimos 60 anos descobriram que a gravidade zero e a microgravidade não nos fazem muito bem.

O corpo humano evoluiu em uma região curvada do espaço-tempo onde objetos experimentam uma aceleração quase uniforme de 9,81 m/s². O sangue e fluídos ficam pressurizados de acordo com essa aceleração, e as veias e artérias são pressionadas por músculos, de modo a não ficarem inconvenientemente acumuladas em nossos pés. Globos oculares são tensionados para manter uma forma oticamente adequada. E nosso microbioma é adaptado a um ambiente com movimentos definidos de subir e descer – especialmente quando o assunto é digestão.

Se um de nós for colocado em gravidade zero ou em microgravidade, as coisas ficam difíceis. Nosso sistema cardiovascular fica rapidamente confuso, e assim os fluidos se acumulam em locais onde normalmente não se acumulariam – daí a aparência de rostos inchados que viajantes espaciais podem desenvolver. Os olhos têm que se acomodar a forças incomuns. E para piorar ainda mais as coisas todos nós somos diferentes, e por isso cada indivíduo pode sofrer mudanças fisiológicas de vários níveis.

A ausência de gravidade por longos períodos de tempo é ainda mais séria. O crescimento e manutenção do esqueleto ficam comprometidos, e os minerais que normalmente seriam usados em ossos acabam coagulando nosso plasma sanguíneo e aumentando o risco de desenvolvermos cálculos renais e outras “delícias”. A contagem de hemácias diminui e nosso sistema imunológico mostra sinais de estar comprometido.

Então não é surpreendente que estejamos há tanto tempo tentando mitigar esses efeitos. Uma maneira de fazer isso é tentar criar gravidade artificial sempre que estivermos longe de um belo planeta massivo.

Um exemplo bem antigo dessas ideias data de 1896, quando o extraordinário cientista russo, Konstantin Tsiolkovsky, descreveu o uso de estruturas em rotação no espaço para explorar ‘forças’ centrífugas para simular a aceleração gravitacional. É só girar as coisas e, assim como acontece no experimento da pré-escola onde balançamos um balde cheio até a água ficar presa no fundo, produzimos uma aceleração estável sobre os objetos.

O icônico filme 2001: Uma Odisseia no Espaço, lançado em 1968, apresentou uma das melhores visualizações de como um habitat espacial rotatório poderia funcionar de fato (problemas de direitos autorais complicam uma reprodução aqui, mas a imagem ao lado,
retirada dos arquivos da NASA, é uma boa aproximação).

O primeiro experimento real com gravidade artificial foi realizado em setembro de 1966, quando a missão Gemini 11, da NASA, tripulada por Pete Conrad e Richard Jordan, se encontrou na baixa órbita terrestre com o Agena Target Vehicle (um estágio de foguete pesando 3.175 kg).

Uma de suas atividades era a fixação de um cabo de náilon com 30 metros de comprimento entre a cápsula Gemini e o Agena. A ideia era que, primeiro, ao estacionar a Gemini ‘acima’ do Agena, o cabo permanecesse esticado pela diferença do arrasto gravitacional nessa distância – isso não funcionou muito bem – segundo, que as duas naves pudessem se movimentar como um par de boleadeiras, uma ao redor da outra – seguradas pelo cabo e gerando gravidade artificial na direção do ‘chão’ da cápsula Gemini. Você pode assistir aos resultados aqui começando por volta dos 10 minutos e 30 segundos. Apesar das oscilações no cabo e de outros problemas com os veículos, tudo ficou temporariamente calmo depois de aproximadamente 20 minutos e, durante alguns momentos, uma diminuta gravidade artificial foi observada na cápsula Gemini. Cerca de 0,0005 G com 0,15 revoluções por minuto. Algum tempo depois, o cabo foi liberado.

É um pouco angustiante de assistir. E ainda mais angustiante de ler os detalhes sobre o que estava acontecendo. 

A aceleração produzida em um habitat giratório também apresenta outros desafios, porque seus ocupantes não permanecem estacionários.

Quando você se posiciona de pé sobre o ‘piso’ de um ambiente giratório, sua cabeça está sempre mais perto do eixo de giro, o que significa que seu crânio se move mais lentamente que seus pés. O que acontece quando você se abaixa para pegar algo, ou para amarrar seus sapatos? Da mesma forma, o que acontece quando você tenta caminhar? Nesses momentos, seu corpo tem que superar esse diferencial de velocidade e seu ouvido interno – com seus pequenos detectores de movimento cheios de fluidos – sente coisas muito estranhas acontecendo.

A Terra tem um raio grande o bastante em relação à sua massa para que o gradiente no campo gravitacional seja pequeno, e a diferença na aceleração gravitacional entre nossos pés e cabeças seja de apenas 0,000006 metros por segundo por segundo, ou cerca de 0,00006% (ignorando complicações de rotação planetária). Nós estamos adaptados a essa pequena alteração e não a percebemos. O mesmo não é necessariamente verdade dentro de uma nave espacial em rotação.

E as coisas também não param por aí. E quanto aos movimentos laterais? O simples ato de virar a cabeça em um habitat giratório envolve mudar quais partes do seu corpo ficam tangenciais ou perpendiculares à direção do giro, com possibilidades semelhantemente desagradáveis para seu ouvido interno.

Muitas dessas perguntas já foram consideradas com o passar dos anos, ainda que a maior parte do trabalho tenha sido realizado nos anos 1960 e 1970. Uma investigação particularmente detalhada foi realizada por Theodore Hall para sua tese de doutorado nos anos 1990 e grande parte desse material está disponível online – incluindo uma útil calculadora de gravidade artificial chamada de SpinCalc!

A conclusão é que precisamos manter o ambiente giratório grande em relação ao tamanho de um corpo humano (100 metros de raio seria bom), para minimizar as diferenças absolutas de velocidade entre cabeça e pés, e para manter o número de revoluções por minuto relativamente baixo (provavelmente menor que 3 ou 4). Também é preciso configurar tudo de modo que a velocidade do movimento circular seja significativamente maior que as velocidades típicas a que humanos caminham ou correm. De outra forma, se correr na direção contrária ao giro, você arriscaria negar a própria aceleração que o mantém preso ao solo!

A conclusão é que, assim como os astronautas da Gemini 11 descobriram na prática, produzir um sistema de gravidade artificial não é apenas um desafio de engenharia, mas também um desafio para refinar as coisas de modo a acomodar adequadamente o que humanos – ou qualquer outro organismo – conseguem suportar. Não é só ativar suas “rodinhas espaciais”.

13 de mai de 2015

Satélite da NASA capta bela imagem na costa da Antártica

Imagem da NASA mostra território antártico (Foto: Jeff Schmaltz, LANCE/EOSDIS Rapid Response/NASA)

A fotografia acima, feita pelo instrumento MODIS da agência espacial americana, mostra o gelo sobre o mar da Antártica ao longo da Costa Princesa Astrid, território que pertence à Noruega.

As áreas brancas próximas ao continente (parte de baixo da foto) são o gelo marinho, enquanto que as áreas brancas mais acima são imagens de nuvens. A imagem foi feita em 5 de abril.

O MODIS (Moderate-Resolution Imaging Spectroradiometer) a bordo do Aqua é um instrumento especial capaz de detectar nuvens focos de calor, cobertura de neve e gelo e muitos outros aspectos da atmosfera, em alta resolução.

12 de mai de 2015

Cientistas descobrem como prever terremotos


Um grupo de cientistas conseguiu registrar a mudança de comportamento dos animais selvagens antes de um terremoto e descobriu a que fenômeno isto está relacionado. Trata-se de um aumento importante de íons no ar da região afetada, cujo monitoramento permitirá aperfeiçoar a previsão de um risco sísmico em curto prazo.

Analisando os registros de câmeras localizadas no Parque Nacional Yanachaga, no Peru, analistas observaram que, 23 dias antes do terremoto de 7.0 da escala Richter ocorrido em 2011, o número de animais vistos na região foi reduzido de forma gritante. E o fato se agravou a tal ponto que, cinco dias antes do abalo, não foi registrada nenhuma movimentação da fauna.

Embora a reação dos animais diante da iminência de uma catástrofe natural tenha sido mencionada muitas vezes, esta é a primeira vez que ela se relaciona a um fenômeno complementar preciso: duas semanas antes do terremoto, começaram as perturbações na ionosfera da área que rodeia o epicentro sísmico. Oito dias antes, foi registrada uma flutuação muito grande de íons, que coincidiu com a diminuição drástica do número de animais. A teoria é que ambas as anomalias se devem à mesma causa: a atividade sísmica que gera uma acumulação de tensão na crosta terrestre, o que acarreta na ionização massiva do ar. E isto produziria efeitos secundários desagradáveis em animais, como um aumento nos níveis de serotonina na corrente sanguínea, provocando sintomas como a inquietação, agitação, hiperatividade e confusão. Ou seja, a alteração do comportamento dos animais que precede as catástrofes é finalmente elucidada, e estas podem, agora, ser evitadas.