18/11/2014

Conheça um pouco dos Flares Solares

Os Flare Solares são explosões violentas que ocorrem nas camadas superiores do Sol, ou seja, na sua cromosfera e coroa. Essas explosões aquecem o plasma solar fazendo sua temperatura atingir dezenas de milhões de Kelvin. Além disso, durante um processo de “flare solares” produzem radiação eletromagnética em todos os comprimentos de onda do espectro eletromagnético, indo da faixa rádio até potentes raios gama. A maioria dos “flares” ocorrem em regiões ativas do Sol, em torno das manchas solares.

As ocorrências de “flare solares” varia, podendo ocorrer vários por dia quando o Sol está bastante “ativo” até menos de um por semana quando o Sol está “menos ativo".





17/11/2014

Você sabia?

A contração gravitacional de uma nuvem molecular pode não levar a formação de uma estrela. Se a esfera gasosa formada a partir da contração da nuvem tiver uma massa de, aproximadamente, 0,08 massas solares ela não será capaz de atingir uma temperatura central que dê início à reação nuclear de fusão do hidrogênio. Essa esfera gasosa jamais se tornará uma estrela. Ela será o que chamamos de “anã marrom”


Time-lapse incrível mostra evolução da maior mancha solar dos últimos 24 anos



Apesar de ser nossa estrela-mãe e estar presente diariamente em nossas vidas, o sol, em muitos aspectos, permanece um mistério para a ciência. Foi para tentar entender melhor seu comportamento que a NASA lançou em 2010 o Solar Dynamics Observatory (Observatório de Dinâmica Solar), que desde então faz um monitoramento constante por meio de imagens em diversos comprimentos de onda.

Entre os dias 14 e 30 de outubro o satélite conseguiu acompanhar a evolução de uma mancha solar gigantesca, com um diâmetro equivalente ao de Júpiter e 14 vezes maior do que a Terra. O blogueiro de ciência James Tyrwhitt-Drake produziu um time-lapse incrível utilizando 17 mil imagens tiradas pelo SDO no período.

De acordo com a NASA, a mancha chamada de AR 2192 foi a maior entre todas as registradas nos últimos 24 anos. Apenas na segunda quinzena de outubro, a região ativa emitiu dez explosões solares, sendo que seis delas eram de classe X - as mais intensas.

A mancha era tão grande que, durante o eclipse parcial do sol de 23 de outubro, muitas pessoas que observavam o evento com lentes especiais puderam encontrá-la a olho nu, evidentemente observando o fenômeno utilizando um filtro solar profissional. Apesar de ter gerado um número elevado de explosões, a região não produziu as chamadas ejeções de massa coronal (EMC), que são nuvens de partículas solares que podem danificar satélites e outras tecnologias quando atingem a Terra.

"Você certamente pode ter explosões sem EMCs e vice-versa, mas a maior parte das grandes explosões apresentam EMCs. Estamos aprendendo que uma região ativa grande nem sempre resulta nos maiores eventos", explica Alex Young, cientista solar da NASA. Prova disso é que a mancha solar que produziu uma das maiores explosões solares de todos os tempos, em setembro de 1859, não estava nem entre as 50 maiores. A AR 2192 foi a 33ª maior mancha desde que começaram as medições, em 1874.

Confira o time-lapse com zoom na mancha:



E outro que mostra todo o Sol:



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Imagem revolucionária mostra detalhes sobre o nascimento de planetas


Uma nova imagem revelou com extraordinários detalhes uma provável formação planetária. A foto foi tirada pela Atacama Large Millimeter/submillimeter Array(ALMA) , um observatório de altíssima resolução. O disco ao redor da estrela representa um enorme passo para o mundo da pesquisa científica. A imagem pode ajudar no entendimento da criação dos planetas, além de um avanço nos estudos dos discos protoplanetários.

A localização do disco que envolve a estrela HL Tau [2] – da constelação de Taurus – pôde ser definida graças às antenas do ALMA, separadas por 15 quilômetros. A uma distância de 450 anos-luz da Terra, o disco encobre um corpo celeste jovem, de apenas um milhão de anos.

Excedendo todas as expectativas, essa imagem ainda revela uma série de anéis concêntricos e brilhantes separados por pequenos espaços. “Essas imagens são certamente o resultado de um corpo planetário nascendo dentro do disco. Isso é surpreendente por ser uma estrela tão jovem. Não se espera isso de algo tão novo”, conta o diretor do projeto.

“Quando vimos a imagem pela primeira vez, ficamos assustados com a quantidade de detalhes. HL Tauri é nova, mas já está formando um disco ao seu redor. Essa única foto é capaz de revolucionar as teorias de formações planetárias”, conta a cientista Catherine Vlahakis.

Para especialistas, a investigação dos discos protoplanetários é essencial para saber como a Terra se formou no Sistema Solar. Observar os primeiros estágios do nascimento dessa formação em HL Tauri talvez mostre como estava o nosso processo de formação planetária quatro bilhões de anos atrás.

Veja imagens: 



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14/11/2014

Você sabia?

O “equilíbrio hidrostático” é o responsável por não permitir que uma estrela exploda ou imploda. Em qualquer camada de uma estrela há um equilíbrio entre a pressão térmica (produzida pelo gás e dirigida para fora da estrela) e o peso do material que está acima da camada (e que pressiona para dentro, na direção do centro da estrela). Vendo de uma maneira global, em uma estrela é o seu campo gravitacional que fornece a compressão para dentro. O campo gravitacional isotópico comprime o gás da estrela fazendo-a tomar sua forma mais compacta possível, a de uma esfera.


Cinco razões que fazem da missão Rosetta um marco da exploração espacial

Ilustração da Agência Espacial Europeia mostra o pouso do robô Philae no cometa 67P

A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) fez história ao pousar um robô do tamanho de uma máquina de lavar em um cometa que se movimenta pelo sistema solar a uma velocidade acima de 66 mil quilômetros por hora. O feito foi realizado pela missão Rosetta, que desprendeu o robô Philae em uma jornada de sete horas até aterrissar sobre o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.

1 - A dificuldade de pousar em um cometa 

É a primeira vez que uma agência espacial tentou realizar uma operação desse tipo. A NASA lançou uma sonda em um asteroide em 2001, mas cometas são corpos celestes mais voláteis. Um cometa possui atração gravitacional muito fraca e está continuamente expelindo vapores e poeira que podem danificar uma aeronave. Tanto a sonda Rosetta quanto o robô Philae foram desenhados para fazer a operação de aterrissagem de maneira autônoma. Ou seja, assim que os cientistas do controle de terra da ESA dessem o sinal de "partir", o processo seria iniciado sem chance de volta. 

2 - A distância entre a Terra e o cometa 67P 

A manobra aconteceu a mais de 500 milhões de quilômetros de distância da Terra. A sonda Rosetta viajou 6 bilhões de quilômetros, dando cinco voltas em torno do Sol até "alcançar" o cometa 67P. A viagem foi iniciada há dez anos. 

3 - Como acertar o alvo em cheio 

O cometa 67P possui um formato irregular que lembra um pouco um patinho de borracha. Na superfície bem esburacada, os cientistas tiveram de escolher a melhor área para realizar o pouso: um espaço de um quilômetro quadrado batizado de Agilkia. Considerando que o cometa está em movimento e expelindo material o tempo todo, o robô Philae foi capaz de pousar quase no alvo. O único problema foi que o equipamento "quicou" antes de aterrissar. 

4 - O segredo da vida pode estar nos cometas 

Os cientistas apontam os cometas do nosso sistema solar como "cápsulas do tempo" que carregam materiais datados do começo do universo. Os cientistas da missão Rosetta esperam que o robô Philae possa coletar material para ajudar a confirmar a tese de que os cometas foram fundamentais para o surgimento da vida na Terra. Como são blocos de matéria orgânica e água que contêm aminoácidos, moléculas fundamentais na estrutura das células, descobrir sua composição exata será importante para afirmar que a vida na Terra pode ter vindo mesmo do espaço. 

5 - Os desafios da missão Rosetta 

O cometa 67P está em uma órbita elíptica de seis anos e meio ao redor do Sol. Neste momento está se aproximando da estrela, o que permitirá aos pesquisadores observar mudanças à medida que se torna mais ativo. Quanto mais próximo do Sol, maior a quantidade de matéria que o cometa vai desprender em sua jornada, o que significa um risco maior para a Rosetta. As temperaturas também vão subir. Mas, se tudo der certo, o robô Philae continuará "grudado" ao cometa mesmo depois de parar de funcionar, o que está estimado para acontecer dentro de dois anos. Os cientistas da ESA acham que, antes de se desligar para sempre, o melhor seria que a sonda também pousasse sobre o cometa para se reunir com o robô mais uma vez.

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