01/10/2014

Cientistas descobrem buraco negro supermaciço dentro de galáxia anã

Buraco negro tem massa equivalente a 21 milhões de vezes à do nosso Sol. Ele equivale a 15% da massa total da galáxia onde está localizado


Um buraco negro supermaciço, com uma massa equivalente a 21 milhões de vezes a do nosso Sol, foi descoberto no centro de uma galáxia anã ultracompacta chamada M60-UCD1, revelou uma equipe internacional de astrônomos na revista "Nature".

"Este é o menor e mais brilhante objeto conhecido a ter um buraco negro supermaciço", declarou Anil Seth, principal autor do estudo.

Esta descoberta sugere que muitas outras galáxias anãs ultracompactas também podem conter buracos negros supermaciços, o que, portanto, seria mais comum do que se pensava anteriormente. Os buracos negros supermaciços têm mais de um milhão de vezes a massa do nosso Sol.

O buraco negro encontrado no centro da galáxia M60-UCD1 graças ao observatório astronômico Gemini e ao telescópio espacial Hubble, tem uma massa equivalente a 21 milhões de massas solares. Ela representa 15% da massa total da galáxia que abriga.

Em comparação, o buraco negro supermaciço no centro da nossa galáxia, a Via Láctea, tem uma massa muito menor, o equivalente a 4 milhões de vezes a do Sol.

Buracos negros supermaciços já foram descobertos em outras galáxias anãs. "No entanto, a M60-UCD1 está claramente fora do lugar, ela é muito mais compacta e seu buraco negro mais maciço", ressalta Amy Reines, da Universidade de Michigan, em um editorial também publicado pela Nature.

Os astrônomos propõem um cenário para explicar a sua surpreendente descoberta. Eles acreditam que a galáxia anã M60-UCD1, localizada na constelação de Virgem, a cerca de 54 milhões de anos-luz da Terra, pode ter sido uma galáxia muito mais maciça, "com talvez 10 bilhões de estrelas" e um buraco negro proporcional. Mas teria sido despojada de muitas de suas extrelas por uma galáxia ainda mais maciça, a M60. "Isso pode ter acontecido há 10 bilhões de anos. Nós não sabemos", disse Anil Seth.

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30/09/2014

Moléculas que podem ser precursoras de vida são encontradas no espaço

No jato emitido por uma estrela jovem, uma equipe internacional de astrônomos detectou moléculas simples, mas aparentemente especiais. Os átomos de carbono, nitrogênio e oxigênio estão ligados da mesma maneira encontrada nas proteínas — moléculas mais complexas, essenciais à vida. “Isso mostra que moléculas que estão nos seres vivos podem ser produzidas a partir de compostos mais simples presentes no meio interestelar, cujas condições físicas e químicas são drasticamente diferentes daquelas na Terra”, explica Edgar Mendoza, do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), primeiro autor do estudo aceito mês passado para publicação na revista MNRAS. Mendoza e sua orientadora de doutorado, Heloisa Boechat-Roberty, colaboraram com mais quatro astrônomos para realizar um estudo observacional que revelou a presença de moléculas que podem ser precursoras de vida, ou prebióticas, dentro de um jato de gás e poeira impulsionado por uma protoestrela denominada L1157-mm, a aproximadamente 800 anos-luz de distância da Terra. Usando dados do telescópio internacional IRAM 30m, localizado na Espanha, a equipe identificou uma abundância relativamente alta de moléculas prebióticas, especialmente a formamida, numa região quimicamente complexa onde um jato de gás e poeira interage com o gás nativo, frio e denso que alberga o objeto protoestelar. Mendoza explica que ainda não se sabe exatamente como essas moléculas são produzidas de forma tão eficiente nessas zonas de choque. O grupo suspeita, entretanto, que resultam de reações químicas na superfície congelada de grãos de poeira, uma hipótese que esperam testar no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, no próximo ano.

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29/09/2014

Parte da água do Sistema Solar é mais antiga que o Sol

"Este é um passo importante em nossa busca para saber se existe vida em outros planetas"


Parte da água existente no Sistema Solar é anterior à formação do Sol, segundo um estudo publicado pela revista "Science". A descoberta abre a possibilidade que haja também vida nos exoplanetas que orbitam outras estrelas em nossa galáxia. 

Durante anos, os pesquisadores tentaram determinar se a água que se encontra no sistema solar veio da nebulosa molecular que gerou o Sol, da qual nasceram os planetas. A pesquisa, liderada por Lauren Cleeves, da Universidade de Michigan, recriou um modelo que analisa as condições químicas entre as moléculas de água formadas no sistema solar há 4,6 bilhões de anos. Em particular, os especialistas se concentraram no estudo do deutério, um isótopo estável do hidrogênio, presente na água, em meteoritos e cometas. 

A equipe determinou que os processos químicos dentro dos discos protoplanetários do Sistema Solar primitivo não podem ser responsáveis pelos índices de deutério encontrados atualmente na água achada em cometas, luas e oceanos. Assim, uma parte notável de água do sistema solar não pôde ser formada depois do Sol e, portanto, uma quantidade de gelo interestelar sobreviveu à criação desse sistema. 

Isso significa que, se outros sistemas planetários na galáxia se formaram da mesma maneira que a nossa, esses sistemas teriam tido acesso à mesma água que o sistema solar, sustentam os pesquisadores. "A disponibilidade de água durante o processo de formação de planetas abre uma perspectiva promissora sobre a existência de vida em toda a galáxia", apontam os pesquisadores, que lembram que, até agora, o satélite Kepler da NASA detectou mil planetas extra-solares confirmados. 

"Este é um passo importante em nossa busca para saber se existe vida em outros planetas", indicou Tim Harries, do Departamento de Física e Astronomia da universidade britânica de Exeter e membro da equipe de pesquisa. 

Com a identificação da herança de água na Terra "podemos ver que a maneira como se formou nosso sistema solar não foi única, e que os exoplanetas surgem em ambientes com água abundante", destacou Harries. 

Neste cenário, acrescentou o especialista da Exeter, "se abre a possibilidade que alguns exoplanetas poderiam abrigar as condições adequadas e os recursos hídricos, para que a vida evolua".

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Cientistas americanos detectam água na atmosfera de exoplaneta

Planeta tem tamanho de Netuno e orbita ao redor da estrela HAT-P-11. Descoberta foi publicada na revista 'Nature.


Cientistas americanos detectaram pela primeira vez vapor d’água na atmosfera de um exoplaneta do tamanho de Netuno, um achado, publicado pela revista 'Nature', que permite avançar rumo à identificação de mundos além do nosso Sistema Solar com condições similares às da Terra.

Até o momento, só era possível analisar a composição atmosférica de grandes exoplanetas gasosos, similares a Júpiter. Agora foi medida a presença de água em um corpo com um raio quatro vezes maior que o da Terra.

O pesquisador da Universidade de Maryland Jonathan Fraine e seus colegas utilizaram uma técnica chamada espectrometria de transmissão para obter a composição atmosférica do planeta HAT-P-11b, a uma distância de cerca de 122 anos luz.

O planeta extrasolar, na constelação de Cisne, orbita ao redor da estrela HAT-P-11.

Trata-se do menor planeta e mais frio no qual foram detectados até agora sinais de presença de água, um dos elementos essenciais para que a vida possa se desenvolver.

A partir de imagens obtidas pelos telescópios Hubble e Spitzer, os cientistas encontraram pela primeira vez um planeta de tamanho médio no qual uma grossa camada de nuvens não impede a medição da composição de sua atmosfera.

Na maioria dos casos, densas nuvens compostas por todos os tipos de elementos impedem a análise das camadas mais profundas da atmosfera dessa classe de corpos.

Esse mesmo obstáculo virou um problema há décadas para estudar planetas do sistema solar como Júpiter, coberto de nuvens estratificadas de amoníaco, e Vênus, onde se estendam grossas nuvens de ácido sulfúrico.

Dada a impossibilidade de enviar sondas espaciais para estudar distantes exoplanetas, os cientistas tratam de estabelecer sua composição atmosférica a partir da informação do espectro electromagnético que chega à Terra.

Até o momento, os cientistas tinham tratado, sem sucesso, a análise atmosférica de outros quatro planetas extrasolares com tamanho similar ou menor ao de Netuno.

No caso do HAT-P-11b, foi possível verificar claras marcas no espectro que evidenciam a presença de moléculas de vapor d’água, assim como de hidrogênio e vestígios de átomos pesados.

O achado é considerado chave para compreender a formação e a evolução dessa classe de exoplanetas, segundo aponta o estudo da 'Nature'.

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28/09/2014

Sonda da Índia entra na órbita de Marte

Missão custou menos do que muitos filmes de Hollywood e fez da agência espacial indiana a quarta a conseguir o feito


Houve muita comemoração no centro de comando da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO, na sigla em inglês) em Bangalore, na Índia. Os cientistas receberam a confirmação de que o satélite chamado de Mars Orbiter conseguiu entrar na órbita de Marte. É a segunda sonda a chegar ao planeta vermelho em menos de uma semana, pouco depois de a MAVEN da NASA ter entrado na órbita marciana no domingo. Com o sucesso da missão, o programa espacial do país asiático se tornou o quarto da história a realizar o feito, se equiparando aos Estados Unidos, União Europeia e Rússia.

A conquista da Mars Orbiter Mission (MOM) é ainda mais digna de nota se levarmos em conta o orçamento apertado com o qual foi desenvolvida – cerca de 75 milhões de dólares, um custo baixíssimo para uma missão interplanetária. O filme Avatar, por exemplo, custou mais de 200 milhões de dólares, e a NASA investiu quase dez vezes mais na MAVEN, que consumiu 671 milhões de dólares. A ISRO também foi a única agência a conseguir chegar a Marte logo na primeira tentativa.

"Eles são agora uma força de capacidade que pode ser levada muito a sério”, disse a ABC News Roger Franzen, especialista em espaço da Universidade Nacional da Austrália. Ele não descarta a possibilidade de, em um futuro breve, a NASA e a agência espacial europeia (ESA) estabelecerem parcerias com a ISRO em missões colaborativas. “Toda a Índia deve celebrar os nossos cientistas – escolas e faculdades devem aplaudir isso”, disse o primeiro-ministro do país Narendra Modi. 

Lançada em 5 de novembro do ano passado, a MOM se juntou a outras quatro sondas que atualmente orbitam Marte: MAVEN (EUA), Mars Odissey (EUA), Mars Reconaissance Orbiter (EUA) e Mars Express (União Europeia). Ao longo dos próximos seis meses, ela deve coletar informações sobre a atmosfera e o clima de Marte por meio de cinco equipamentos movidos à energia solar, ampliando ainda mais nossos conhecimentos sobre o planeta vermelho e outros aspectos do espaço. O principal objetivo é entender melhor o clima marciano, bem como descobrir o que aconteceu com a água que se acredita ter havido ali em tempos passados e também procurar por traços de metano na atmosfera, que pode indicar a presença de atividade biológica ou geológica. A órbita do satélite tem um período médio de três dias para dar uma volta completa no planeta.

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24/09/2014

Novo projeto da Nasa enviará informações dos seres humanos para fora do Sistema Solar

Fotos, gravações e mídias online farão parte da nova mensagem enviada ao espaço.


Pode até parecer ficção científica, mas o novo projeto da NASA pretende enviar um compacto de informações das civilizações humanas do mundo inteiro para fora do Sistema Solar. Com o nome de “One Earth Project”, a nave levará fotos, sons e outros tipos de informação para o espaço. 

Inicialmente, a nave New Horizons viajará por nosso sistema até Plutão, para depois seguir seu caminho ao resto do universo. “Por que não fazer um retrato da Terra no formato de crowdsourcing?“, questiona o líder do projeto Jon Lomberg. 

A ideia já havia sido reproduzida por Carl Sagan e Frank Drake nos anos de 1972 e 1973, quando enviaram informações da Terra em uma placa nas naves Pioneer 10 e 11. “A ideia de que não estamos sozinhos no universo era importante para Carl Sagan”, afirma Lomberg. 

Já em 1977, a união dos três astrônomos fez com que as sondas gêmeas Voyager também levassem informações da Terra ao espaço. No ano passado, a NASA informou que as Voyager saíram do Sistema Solar, encontrando-se no espaço interestelar. Dentro das naves estavam gravações, desenhos, fotos e diagramas sobre a vida humana na Terra. 

No entanto, a ideia dessa nova viagem é levar informações de todas as pessoas do planeta, e não somente aquelas escolhidas por cientistas e artistas. Com isso, Lomberg e seus colaboradores convenceram a NASA a colocar uma petição online disponível para quem quisesse contar sua história para o resto da galáxia. Mais de 10 mil assinaturas de 140 países diferentes já chegaram à equipe. 

A sonda carregando os 100MB de informações terá imagens de crianças, pessoas e outras formas de mídias online. Porém, Lamberg afirma que também faz questão de incluir pessoas que não possuem acesso à internet, como tribos africanas, por exemplo. 

O autor também comentou que gostaria de mostrar o “lado ruim” do nosso planeta e, por isso, pretende colocar fotos das bombas atômicas lançadas na Segunda Guerra Mundial. “Negar os problemas da humanidade poderia criar uma imagem desonesta da Terra”, afirma Lamberg. 

A missão, no entanto, também serve como mensagem para as pessoas do nosso planeta, conta o astrônomo. “Nós não sabemos o quanto essa mensagem vai durar. Provavelmente ninguém irá encontrá-la, mas além dos alienígenas, temos a intenção de mostrar isso para outra audiência: os habitantes da Terra”, conclui o criador da One Earth Project.

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