28/07/2014

Astronomia brasileira perde Ronaldo Rogério de Freitas Mourão

Na noite da última sexta-feira (25), o Brasil perdeu um dos mais importantes nomes da astronomia do país. Conheça a trajetória desse ícone.


O astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão faleceu nesta última sexta-feira (25), aos 79 anos, vítima de pneumonia dupla. Ele estava internado no Hospital Quinta D’or. O astrônomo que também sofria do Mal de Parkinson, teve complicações em seu quadro clínico por ter sofrido a cerca de duas semanas um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Memórias do astrônomo



Ronaldo Mourão era um astrônomo renomado, conhecido mundialmente. Conhecido por seu trabalho de divulgação, Mourão foi fundador do Museu de Astronomia e Ciências e afins (Mast) e, também, pesquisador e membro titular do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IGHB). Antes mesmo da corrida espacial entre EUA e a antiga União Soviética, seus primeiros artigos foram divulgados na revista Ciência Popular, em 1952. E, após isso, publicou cerca de 100 livros sobre o tema.


Foi admitido, em 1956, na Universidade do Estado da Guanabara, atual Uerj, onde obteve os títulos de Bacharel e Licenciado em Física pela Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras. Ainda no ano de 1956 foi nomeado pesquisador no Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) e astrônomo do Observatório Nacional.



Em 1967 obteve o título de doutor pela Universidade de Paris, na França, com menção “Très Honorables”. Seus principais estudos foram centralizados nas estrelas duplas, asteroides, cometas e em corpos distantes do Sistema Solar. Também desenvolveu técnicas de astrometria fotográfica. No ano de 1997, recebeu do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo o colar do centenário e o respectivo diploma, como destaque cultural do ano de 1996.



Passou a ocupar a cadeira 41 da Academia de Filosofia, em 1999. No mesmo ano, ocupou a cadeira 38 da Academia Luso-Brasileira de Letras.


Ao lançar, em 2001, sua obra “O livro de ouro do universo”, o astrônomo revelou-se um cético em relação às previsões dos astros.



“É claro que os astros não mentem jamais. Eles não dizem nada mesmo” 



- Ronaldo Rogério de Freitas Mourão




Brasil garante participação na construção de um dos maiores telescópios do mundo

Pagamento dará a pesquisadores brasileiros o direito de usar 4% do tempo do telescópio.



O Brasil pagará US$ 40 milhões para garantir sua participação no Telescópio Gigante Magalhães (GMT, na sigla em inglês), um dos maiores telescópios do mundo que será construído no Chile por um consórcio internacional.

A participação, correspondente a cerca de 4% do valor do projeto, garante aos pesquisadores brasileiros 4% do tempo de operação do GMT, assim como uma importante posição no conselho do consórcio que operará o aparelho, informou a estatal Fundação de Apoio à pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp).

Os astrônomos brasileiros terão acesso a um telescópio que ampliará cerca de 30 vezes o volume de informações disponíveis atualmente com os telescópios em operação.

O aparelho começará a ser montado em 2015 nos Sinos, um observatório nos Andes chilenos a 2.500 metros de altitude e próximo à Serena (norte do Chile), e entrará em operação plenamente em 2021.

O GMT, com 25,4 metros de diâmetro e uma área de coleta de luz 4,54 vezes maior à de qualquer outro telescópio atual, contará com sete dos maiores espelhos ópticos projetados até hoje. Também terá lasers para corrigir distorções das imagens produzidas pela atmosfera da Terra.

Com isso, será possível investigar melhor a formação de estrelas e galáxias após o Big Bang, medir a massa de buracos negros; descobrir novos planetas em torno de outras estrelas semelhantes à Terra e estudar a natureza da matéria e da energia escura.

A participação brasileira no projeto poderá ser maior, caso prosperem as negociações que a Fapesp mantém atualmente com o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, afirmou o coordenador dos Centros de Pesquisa da Fapesp, Hernan Chaimovich, citado em comunicado.

"Há um grande interesse das duas partes para que pesquisadores de todos os estados do Brasil (não só de São Paulo) possam aproveitar o telescópio e se beneficiem das possibilidades abertas", afirmou Chaimovich.

A participação dá direito a empresas brasileiras de participar das licitações para os contratos de desenvolvimento e construção do telescópio.

"O Brasil tem grandes empresas capazes de atuar em diversos setores do processo, da produção de peças mecânicas até a construção civil", segundo o representante da Fapesp.

O astrofísico João Evangelista Steiner, pesquisador do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP), assegura que a participação no projeto garante aos astrônomos brasileiros "estar na vanguarda por muitas décadas, com grandes oportunidades de descobrimentos cientistas".

De acordo com o especialista, o Brasil poderá aproveitar no GMT os conhecimentos acumulados em outros dois projetos nos quais a Fapesp também tem participação: o Gemini, os telescópios gêmeos situados no Chile e no Havaí, operados por um consórcio internacional desde 2004, e o Soar (Southern Observatory for Astrophysical Research), que funciona igualmente nos Andes chilenos desde 2005.

Entre outros membros do GMT figuram as universidades do Arizona, Harvard, Chicago e Texas, a Astronomy Austrália Limited, a Australian National University, o Carnegie Institution for Science, o Korea Astronomy and Space Science Institute e o Smithsonian Institution.

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26/07/2014

Terra se salvou por pouco de forte tempestade solar em 2012, diz estudo

Tempestade poderia “devolver a civilização moderna ao século 18”. Fenômeno passou perto da órbita terrestre em 23 de julho de 2012.

Um longo arco de plasma é liberado do Sol durante tempestade magnética registrada entre 10 e 16 de julho deste ano. (Foto: Solar Dynamics Observation/Nasa)

Em 2012 uma erupção solar provocou uma poderosa tempestade que passou perto da Terra, grande o suficiente para "devolver a civilização moderna ao século 18", informou a Nasa. O fenômeno, que passou perto da órbita terrestre em 23 de julho de 2012, foi a tempestade mais violenta dos últimos 150 anos, segundo comunicado publicado no site da agência espacial americana na quarta-feira. Na Terra, ninguém se deu conta disso, ainda bem!

"Se a erupção tivesse acontecido uma semana antes, a Terra teria ficado na sua trajetória", disse Daniel Baker, professor de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado.


Ao invés disso, a tempestade impactou a nave espacial STEREO-A spacecraft, um observatório solar equipado “para medir parâmetros de eventos deste tipo”, acrescentou a agência. Segundo dados analisados por cientistas, a tempestade teria sido comparável à última conhecida com o nome de Carrington e que aconteceu em 1859. Também teria sido duas vezes mais forte que a tempestade solar que deixou sem energia a província de Quebec, no Canadá, em 1989.

"Com os últimos estudos, me convenci ainda mais de que os habitantes da Terra são incrivelmente sortudos por essa erupção de 2012 ter ocorrido como foi", disse Baker.

A Academia Nacional de Ciências avaliou que uma tempestade solar como a de 1859 poderia custar hoje US$ 3 bilhões e poderia levar anos de reparos. Os especialistas afirmam que as tempestades solares provocam apagões, o que bloqueia qualquer aparelho, de um rádio a um GPS, passando pelo fornecimento de água que depende de bombas elétricas.

As tempestades costumam ser repelidas pelo escudo magnético da Terra, mas um impacto direto poderia ser devastador. Há 12% de probabilidades de que uma grande tempestade solar como a de Carrington atinja a Terra nos próximos dez anos, segundo o físico Pete Riley, que publicou recentemente um artigo na revista Space Weather sobre esse tema.

Sua pesquisa se baseou em uma análise de registros de tempestades solares nos últimos 50 anos.

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25/07/2014

Primeiros humanos a pisar em Marte já caminham pela Terra”, diz NASA

Entenda como a Agência Espacial Americana pretende levar a humanidade ao planeta vermelho em 2030


Entenda como a Agência Espacial Americana pretende levar a humanidade ao planeta vermelho em 2030 exploração humana do espaço, visto como a nossa melhor chance de pisar pela primeira vez num outro planeta.

Por ser nosso vizinho e, principalmente, por ser relativamente parecido com a Terra, a NASA está chamando o planeta vermelho de “o próximo salto gigantesco”. Neste comunicado, a agência declarou que “os primeiros humanos que vão pisar em Marte já estão caminhando pela Terra hoje”, reforçando o compromisso de realizar a tão sonhada missão em um futuro breve.

O fato é que ainda não temos a tecnologia necessária para enviar uma nave tripulada em uma jornada interplanetária e trazê-la de volta para casa em segurança. Com o intento de consolidar todas as técnicas requeridas para levar a cabo uma viagem tão complexa, a NASA desenvolveu uma espécie de cronograma com missões preliminares, todas vinculadas ao objetivo maior que é chegar a Marte.

Confira abaixo os passos graduais da NASA que permitirão que, em 2030, a humanidade dê seus primeiros passos em outro planeta.

1 - Pesquisas na Terra e da Estação Espacial Internacional (ISS)

Há de se convir que o espaço é um ambiente absolutamente desfavorável ao corpo humano. Para superar essas barreiras, diversas pesquisas são realizadas nos laboratórios da NASA nos EUA, mas as mais valiosas vêm de fora deste mundo, da Estação Espacial Internacional (ISS). Lá, tripulações de astronautas desenvolvem inúmeros experimentos para descobrir as melhores formas de garantir a sobrevivência no espaço e preservar a saúde dos astronautas, bem como mapear as mudanças que uma longa estadia fora da Terra provoca no corpo humano. Outras tecnologias, como as de comunicação, também são estudadas.

2 - Finalizar a nave Orion e o foguete SLS (até 2018)

Pela primeira vez depois da era dos ônibus espaciais, a NASA construiu uma nave totalmente adaptada para as novas missões que prometem nos levar mais longe do que nunca. Com avanços na propulsão, comunicações, suporte à vida, design e navegação, a Orion suporta até quatro tripulantes, e está sendo considerada a nave mais avançada já construída – é ela que nos levará pela primeira vez a Marte e outros corpos no espaço profundo. O foguete Space Launch System (SLS) é o avançadíssimo veículo em desenvolvimento que poderá transportar tanto cargas quanto astronautas e, junto da nave Orion, permitirá esta nova era de exploração espacial. É o primeiro desde o Saturn V, que levou a Apollo 11 até a lua.

 3 - Circunavegação tripulada da lua (2018)

Já, por meio do sistema SLS-Orion, uma tripulação deve realizar um voo ao redor da lua e retornar à Terra, percorrendo o chamado espaço cis- lunar. A viagem permitirá desenvolver tecnologias que deem mais autonomia aos astronautas e os tornem menos dependentes do apoio terrestre – fundamentais para uma longa jornada como a de Marte. Outros elementos serão estudados, como a forte radiação solar e cósmica, bem como a proteção contra o possível impacto de meteoritos.

4 - Capturar um asteroide e colocá-lo em órbita da lua (2019)

Esta é a primeira grande missão no cronograma da NASA com olhos no planeta vermelho, um megaprojeto de engenharia. Basicamente, a agência pretende enviar uma nave espacial robótica a um asteroide próximo da Terra e deslocá-lo em direção à lua, estabilizando-o em sua órbita. Chamada de Asteroid Redirect Mission (ARM), o projeto permitirá um maior domínio em manobras e no manejo de grandes cargas no espaço, necessário para chegar a Marte. Um outro fator importante é que as condições do espaço cis-lunar são semelhantes ao sistema de Marte e suas luas, podendo render informações valiosas.


5 - Missão tripulada ao asteroide (2025)

Trata-se do último (e importantíssimo) passo antes do destino final: fazer com que um astronauta pise, pela primeira vez, em um asteroide, e traga de volta amostras de sua superfície, fornecendo um material riquíssimo para o estudo dos primórdios do Sistema Solar. Não qualquer asteroide – aquele mesmo que será realocado ao redor da lua. As principais habilidades adquiridas aqui serão um domínio ainda maior nas manobras, bem como aprimoramento em técnicas de pouso e acoplagem, além do trato com as amostras. Trajes espaciais também terão de ser melhorados.

6 - Missão tripulada a Marte (2030)

Daqui a cerca de vinte anos, se tudo correr conforme planejado, presenciaremos o que será talvez o maior evento na história da humanidade: o dia em que pisaremos em outro planeta que não a Terra. O ato abre caminho para diversos rumos futuros, desde o estabelecimento de uma colônia humana no planeta vermelho (tornando-nos uma espécie interplanetária), até sua terra-formação. 

A viagem de ida e volta pode durar mais de 500 dias, o que exigirá dos astronautas a bordo da nave Orion uma enorme autonomia. O conhecimento preliminar enviado pelas sondas humanas na superfície, bem como tudo o que será aprendido com as missões anteriores, deve permitir que estes futuros astronautas, que já caminham pela Terra hoje, caminhem também por Marte, e retornem para casa em segurança – assim como Neil Armstrong e Buzz Aldrin voltaram da lua.

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24/07/2014

Tô sentindo uma "cosquinha" dentro do meu traje espacial!

Imagine um filme de ficção científica onde astronautas, durante uma viagem espacial, contraem uma doença simples provocada por algum micróbio. De repente, aquela doença tão comum na Terra e de tão fácil cura se torna algo extremamente poderoso, capaz até mesmo de matar toda a tripulação da espaçonave. O que fazer? Isolados no espaço, em um ambiente confinado, sem ter ao seu lado os modernos recursos médicos que encontramos na Terra e sem poder retornar imediatamente ao nosso planeta, a única ajuda dada aos astronautas vem de milhões de quilômetros de distância, pelos meios de comunicação. A tripulação da nave espacial é dizimada e o projeto que custou anos de elaboração, e uma pequena fortuna, é completamente perdido. Exagero? Não! Histórias como essa estão sendo levadas em conta pelos pesquisadores da NASA ao analisarem projetos de missões que pretendem levar astronautas em longínquas viagens ao espaço. Mas, porque esta preocupação? Não estaria havendo um excesso de cuidados por parte da NASA? Infelizmente não. Todo esse temor é plenamente justificado e, surpreendentemente, um dos principais geradores de preocupações é a atuação de uma velha conhecida nossa, a força gravitacional da Terra, ou melhor, o seu contínuo enfraquecimento à medida que nos afastamos no espaço.

As dificuldades de viver no espaço... Com micróbios!


Vários centros científicos de biologia, associados a projetos da NASA, começaram a investigar quais os efeitos que um ambiente de "microgravidade" teria sobre os seres vivos. Viver no espaço só é fácil em filmes de ficção científica, nosso corpo reage de modo muito intenso a mudanças no valor da força gravitacional que age sobre nós e muitos problemas de saúde são provocados por longas estadias no espaço. O que os pesquisadores não esperavam descobrir é que fatores agravantes à saúde dos seres humanos, de difícil controle e capazes de criar sérios problemas durante um vôo de longa duração, pudessem ser intensificados em microorganismos em ambientes de baixa gravidade. Para surpresa dos biólogos, verificou-se que alguns micróbios se tornam muito mais virulentos quando submetidos a um ambiente de microgravidade. E isso é muito preocupante quando um dos micróbios que aumenta a sua agressividade em relação ao ser humano é a terrível salmonela.


Um intruso no espaço 

Certamente, para aqueles que estão no espaço nada pior do que ficar doente. Isto é agravado pelo fato de que o nosso sistema imunológico funciona muito pior quando estamos em um ambiente de micro gravidade. Isto faz com que as infecções sejam mais prováveis e bem mais poderosas. Se adicionarmos a isso o fato de que certos micróbios se tornam mais poderosos no espaço, concluímos que o quadro pode ficar realmente assustador. Não há companhia mais indesejável do que um micróbio, ainda mais poderoso, em um ambiente isolado onde o seu corpo está mais susceptível a doenças.

O que fazer para expulsar essa companhia indesejada? 


Os biólogos têm se debruçado sobre este problema, procurando entender por que razão um micróbio muda o seu comportamento quando é colocado em um ambiente de micro gravidade. Os cientistas não têm certeza do que ocorre mas suspeitam que as células sentem deformações em sua estrutura externa, provocadas pela mudança da força gravitacional, e respondem a esse estímulo. Em geral as células que formam culturas nos laboratórios aqui na Terra estão submetidas à força gravitacional de 1g. Em razão disso, elas se depositam no fundo dos recipientes e ficam com uma forma achatada. No entanto, quando essas células estão "flutuando" em um ambiente de micro gravidade (µg) elas tendem a permanecer mais arredondadas.




A explicação dada acima não é considerada suficiente pelos cientistas e, para eles, a resposta definitiva ao problema de comportamento celular em micro gravidade pode surgir com o auxílio da genética.

No entanto, os biólogos sabem que existe uma boa chance de aprendermos melhor de que modo um determinado micróbio é capaz de provocar doenças se conseguirmos mostrar que a sua virulência está, de alguma forma, associada ao meio ambiente onde ele vive. O estudo de mudanças no seu comportamento poderia indicar aos cientistas novos caminhos no combate a estes micróbios, com a descoberta de novas drogas e vacinas.

Uma das melhores maneiras de estudar as possíveis mudanças no comportamento de micróbios em ambientes de micro gravidade é realizando experiências no espaço, seja durante missões espaciais dos Space Shuttle ou nos laboratórios da International Space Station. E isso já está sendo feito.


As primeiras experiências: cerveja no espaço, mas não é para beber não!

É claro que você já reconheceu essa coisa feia mostrada ai ao lado. Ela é a Saccharomyces cerevisiae e, ao contrário do que Vinícius de Moraes afirmou ("que me desculpem as feias mas beleza é essencial"), este fungo, embora feio, é adorado por milhões de pessoas em todo o mundo que o consideram parte essencial de suas vidas. A saccharomyces cerevisiae é o fungo comumente conhecido como levedura de cerveja ou de padeiro. Ele é o responsável por fazer a massa do pão crescer e também provoca a fermentação dos grãos e das uvas. A importância deste fungo vai além de pães, cervejas e vinhos pois a saccharomyces cerevisiae, após ser tratada pela engenharia genética, permitiu a obtenção de novos remédios tais como a vacina da hepatite B.

A levedura da cerveja não é patogênica (se fosse grande parte da população mundial já teria morrido, feliz é claro!) mas ela foi escolhida pelos cientistas para uma série de testes em ambientes de micro gravidade. Esta escolha é justificada pelo fato de que as células da levedura podem ser facilmente manuseadas.

Este estudo é fundamental para que os biólogos possam entender as bases genéticas das infecções. Mais uma vez a pesquisa espacial irá produzir resultados que auxiliarão a toda a humanidade. Os micróbios que se cuidem!

23/07/2014

Você sabia?

As nebulosas planetárias, a despeito do nome, não têm absolutamente qualquer conexão com planetas. Uma nebulosa planetária é formada quando uma estrela com até 3 massas solares, em um determinado momento de sua evolução após ter se transformado em uma estrela gigante, expulsa violentamente todo o gás que está envolvendo a sua região central. Após esse fenômeno, a região central da estrela fica exposta, mostrando a existência de uma estrela densa. O gás que foi expulso vai aos poucos sendo incorporado ao meio interestelar e a estrela residual evolui para se tornar uma estrela anã branca.