30 de mar de 2015

Curiosity encontra nitrogênio em sedimentos em Marte

Sonda robótica Curiosity, em Marte (Foto: AP Photo/NASA, JPL-Caltech, MSSS, File)
O veículo Curiosity encontrou nitrogênio fixado em sedimentos em Marte: “Um novo passo na avaliação da habitabilidade deste planeta, já que o nitrogênio é um elemento imprescindível para a vida.” 

Essa foi a principal conclusão do estudo divulgado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS), no qual participaram pesquisadores espanhóis do Centro Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) e que sugere a existência do ciclo do nitrogênio em Marte em algum momento de sua evolução como planeta. 

A presença do elemento no planeta foi verificada a partir do instrumento Sample Analysis at Mars (SAM, sigla em inglês), que coletou amostras de três lugares diferentes, informou o CSIC em uma nota de imprensa. 

Duas dessas amostras foram conseguidas com perfurações feitas em rochas batizadas como "Sheepbed", durante uma missão na "Yellowknife Bay", local onde, acredita-se, existiram lagos e rios em algum momento da história geológica do planeta. A terceira amostra provém de um depósito de areia, que representa a poeira de Marte. 

Francisco Javier Martín Torres, pesquisador do Instituto Andaluz de Ciências da Terra (centro conjunto do CSIC e da Universidade de Granada), explicou que a disponibilidade de nitrogênio bioquímico útil, junto com as condições que "provavelmente existiram em Marte e a possível presença de compostos orgânicos em seu solo, refletem um cenário potencialmente habitável para algum tipo de ser vivo no passado". 

Torres explicou que a presença de nitrogênio no planeta é um fator a ser levado em consideração em relação à possibilidade de existir vida em Marte na atualidade, já que, este elemento é imprescindível na síntese de moléculas como as proteínas RNA e DNA. 

No entanto, de acordo com o estudo, ainda não há indícios de algum mecanismo que faça com que o nitrogênio fixado no solo retorne à atmosfera e mantenha o ciclo do nitrogênio, como acontece na Terra. 

Por isso, os pesquisadores sugerem que, se a vida existiu em algum momento na superfície de Marte, não esteve em todo o planeta, mas esta afirmação ainda deve ser comparada com estudos posteriores. 

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28 de mar de 2015

Revista ‘Science’ lança HQ digital interativa em comemoração aos 100 anos da teoria da relatividade geral, de Albert Einstein.

A HQ interativa ‘Gereral relativity: the comic book’, lançada pela revista ‘Science’, é uma homenagem aos 100 anos da teoria da relatividade geral e está disponível ‘on-line’. (Imagem: reprodução)

Quatro páginas para renovar a visão sobre a gravidade. Parece tarefa absurda, mas esse foi o feito do físico Albert Einstein no seu artigo publicado em 1915, no qual descreveu a teoria da relatividade geral.

Para comemorar os 100 anos da “superteoria”, a revista Science preparou um guia bastante descontraído – disponível on-line – para explicar os conceitos abordados por Einstein. General relativity: the comic book é uma HQ interativa, em que a história se desenrola na velocidade do leitor. O produto final é simples e acessível, e ainda conta com trilha sonora.

O escritor da HQ, o jornalista Adrian Cho, conta sobre os objetivos da iniciativa. “Queríamos explicar as ideias básicas da relatividade geral de uma maneira visual. Quem não ama uma história em quadrinhos?”, diz Cho.

“Embora a teoria seja altamente matemática, a ideia básica por trás dela – de que a gravidade deforma o espaço-tempo – não é tão difícil de ser compreendida”, comenta o jornalista. “Espero que a HQ ajude mais pessoas a entenderem as ideias de Einstein”, finaliza.

Einstein super-herói

Na história, Einstein é o super-herói que guia a leitura. Ao avançar, o leitor tem acesso ao que se passava na mente do cientista e o que o levou à elaboração da teoria da relatividade geral.

Estrelas, satélites e nós, humanos, tudo sob o domínio da gravidade. A ação misteriosa dessa força foi uma incógnita por séculos, intrigou e motivou estudiosos de todo planeta.

O físico Isaac Newton pavimentou o caminho pelo qual, posteriormente, Einstein passaria. O cientista procurou novas perspectivas. Inconformado com o que não estava completamente respondido, ousou perguntar a si mesmo: e se...

Imaginativa, cheia de cores e movimento, a HQ é uma homenagem acertada para a teoria que hoje é aceita como a melhor descrição da atuação da gravidade.

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27 de mar de 2015

Dica do dia: Planeta Vermelho

Planeta vermelho - Antony Hoffman (2000)
O filme passa em um futuro apocalíptico, no ano de 2045. A Terra enfrenta uma crise ecológica, onde seus recursos naturais estão se esgotando, decorrente da poluição e da superpopulação. A procura de um bom lugar para sobreviver, uma equipe de astronautas é convocada para formar a tripulação de uma expedição até o planeta vermelho.

A equipe de astronautas americanos faz uma expedição a Marte. No entanto, o grupo enfrenta dificuldades, onde uma aterrissagem mal sucedida danifica os equipamentos, fazendo com que membros da tripulação comecem a depender uns dos outros para sobreviver na atmosfera hostil de Marte.

Vale pena assistir!



NASA envia nesta sexta-feira astronautas para passar um ano inteiro no espaço a bordo da ISS

Coordenadores de vôo Scott Kelly da NASA, Gennady Padalka e Mikhail Kornienko da Roscosmos. Kelly e Kornienko vai passar um ano inteiro no espaço a bordo da ISS. (Imagem: Roscosmos / GCTC)

A agência espacial norte-americana irá enviar nesta sexta-feira, uma tripulação com astronautas para passar um ano na Estação Espacial Internacional. O lançamento e a chegada do grupo ao laboratório orbital serão transmitidos pela NASA Television. 

A tripulação irá inicialmente com três astronautas, dos quais dois estão se preparando para passar um ano na estação espacial internacional. A maioria das expedições para a estação espacial tem duração de quatro a seis meses, mas, o astronauta da NASA Scott Kelly e o cosmonauta russo Mikhail Kornienko iniciam uma missão de um ano no espaço para estudar como o corpo humano reage e se adapta ao ambiente inóspito do espaço.

O astronauta Scott Kelly e o cosmonauta russo Mikhail Kornienko que irão
passar um ano na estação espacial (Imagem: NASA / Bill Stafford)

Devido ao longo período de exposição a um ambiente de microgravidade, o corpo humano pode ser afetado de diversas formas. Sintomas físicos, incluindo alterações nos olhos, atrofia muscular e perda óssea podem ser ocasionados pela falta de gravidade. Alguns sintomas psicológicos também serão estudados, assim como o efeito de viver em espaços isolados e pequenos. Essa experiência será importante para futuras missões humanas à Marte. As informações coletadas dessa missão podem trazes benefícios aos humanos aqui na Terra, auxiliando pacientes a se recuperarem de longos períodos de repouso e melhorar o monitoramento de pacientes incapazes de combater infecções. 

Enquanto o astronauta está no espaço, seu irmão gêmeo idêntico, Mark Kelly, vai participar de uma série de estudos genéticos comparativos. Alguns desses experimentos vai incluir a coleta de amostras de sangue, bem como testes psicológicos e físicos. Estes testes irão rastrear qualquer degeneração ou evolução que ocorre no corpo humano a partir de exposição prolongada a um ambiente de gravidade zero. 

O resultado das pesquisas serão publicadas, um passo importante na redução de custos e melhoria da eficiência de futuras pesquisas na estação espacial.

Fonte: NASA

Grande asteroide irá passar próximo da Terra nesta sexta-feira

O asteroide 2004 BL86 passou pela Terra em 26 de janeiro a uma distância de cerca de 1,3 milhão de 
quilômetros - pouco mais de três vezes a distância da Terra à Lua


Um asteroide, com a área de uma das faces de um quilômetro quadrado, está a caminho da Terra nesta semana. Segundo a NASA, ele deve atingir o ponto mais próximo do planeta nesta sexta-feira (27).

O asteroide 2014-YB35 viaja numa velocidade de 37 mil quilômetros por hora e deve passar "raspando" a 4,4 milhões de quilômetros, algo como 11,7 vezes a distância da Terra à Lua. Não há previsão de danos nem impactos.

O 2014-YB35 foi descoberto em dezembro do ano passado e deve voltar a passar próximo à Terra em 2033, a uma distância de 3,3 milhões de quilômetros. Ele é considerado um asteroide de potencial destrutivo (PHA). Segundo a NASA, existem no espaço cerca de 1.500 asteroides nessas condições.

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26 de mar de 2015

Com atraso de 4 anos, Câmara aprova adesão do Brasil a megatelescópio

Concepção artística mostra como deve ser o E-ELT no pico do Cerro Armazones, no Chile (Foto: ESO/L. Calçada)
A aprovação pela Câmara dos Deputados da adesão do Brasil ao maior consórcio de pesquisas astronômicas do mundo, o Observatório Europeu do Sul (ESO), veio com mais de quatro anos de atraso. O acordo de adesão do país ao grupo foi assinado em dezembro de 2010 pelo então ministro brasileiro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende. O projeto segue agora para votação no Senado.

Ao aderir ao ESO, o Brasil abre para os cientistas brasileiros a oportunidade de usarem telescópios e instrumentos de observação de ponta instalados no norte do Chile.O consórcio é responsável pelo projeto do megatelescópio E-ELT (Sigla para “European Extremely Large Telescope”, que deve ser o maior telescópio do mundo, com um espelho primário de 39 metros de diâmetro.

Em contrapartida, o país deve investir 270 milhões de euros (cerca de R$ 945 milhões).

Para o astrônomo Cassio Barbosa, colunista do G1, trata-se de um bom movimento para a ciência brasileira fazer parte do ESO. “O ESO sempre foi conhecido pelos instrumentos que estão na vanguarda da astronomia”, diz. Ele observa que a participação do Brasil partiu de um convite do grupo. “O convite veio de cima. É como se fosse um atestado de qualidade das pesquisas feitas pelos brasileiros.”

Atraso gera mal-estar

Desde 2010, quando o acordo foi assinado pelo Brasil, cientistas brasileiros já podem pleitear o uso de instrumentos do ESO, segundo Barbosa.

A questão é que até o momento, o país não pagou a conta por esse uso, o que tem gerado um mal-estar na comunidade científica internacional. “Causa um mal-estar porque o Brasil está devendo. Desde 2011, quando deveriam começar as contribuições, o taxímetro está rodando, são quase 5 anos de atraso”, diz Barbosa. 

O astrônomo observa que parte da comunidade científica brasileira tem críticas em relação à adesão ao ESO, pois trata-se de um grande investimento que não garante um tempo fixo de uso dos instrumentos de observação, como acontece em outros consórcios dos quais o Brasil faz parte. Em vez disso, o uso dos instrumentos depende da aprovação do mérito do projeto de pesquisa pelo ESO. 

Que pesquisas poderão ser feitas? 

Para Barbosa, ter à disposição os instrumentos do ESO pode estimular o desenvolvimento de pesquisas de ponta pelas novas gerações de astrônomos brasileiros. “Podem ser feitas desde pesquisas com objetos do Sistema Solar até pesquisas mais profundas sobre a estrutura do Universo. O mais produtivo equipamento em terra para detecção de exoplanetas fica em La Silla, que é uma das sedes desse consórcio.” 

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