8 de ago de 2015

Flash de hélio traz anã branca de volta à vida

Crédito: ESO

A discreta mancha vermelha na parte inferior da imagem, descoberta pelo astrônomo amador Yukio Sakurai, em 1996, pode não chamar tanta atenção quanto a estrela no centro, mas é muito mais valiosa em termos astronômicos.

Nos primeiros momentos de sua descoberta, o objeto foi confundido com o que poderia ser uma supernova, no entanto, trata-se de um evento raro no qual uma estrela na fase de anã branca passa por um "flash de hélio". Esse é o estágio onde o astro de pouca massa se reaquece a partir de um flash de hélio e expele grande quantidade de gás e poeira antes de encolher e se tornar uma anã branca novamente.

Essa é uma das poucas observações feitas e permitiu que os astrônomos tivessem a rara oportunidade de estudar o fenômeno em tempo real. A anã branca emite raios ultravioletas o suficiente para iluminar os gases que expeliu, o que forma o anel vermelho capturado pela imagem.

7 de ago de 2015

Very Large Telescope observa momentos finais de ESO 378-1


Os restos de uma estrela morta foram observados a 3.500 anos-luz da constelação de Hidra. A Nebulosa Coruja do Sul, como foi chamada, é um fenômeno de curta duração assim como todas as nebulosas planetárias, podendo durar apenas algumas dezenas de milhares de anos - período relativamente curto quando comparado com o tempo de vida esperado de uma estrela.

Seu nome informal é uma referência a sua "prima visual", Nebulosa da Coruja, situada no hemisfério norte. ESO 378-1, como foi também catalogada, foi observada pelo Very Large Telescope do Eso no norte do Chile e se apresenta na forma de uma bolha de quatro anos-luz de diâmetro.


Nebulosas planetárias são formadas por gases expelidos no final da vida de uma estrela, que se expandem e brilham, para então enfraquecer a medida que os gases que as constituem se afastam e a estrela central aos poucos se torna mais tênue. Para que elas aconteçam, o astro que lhe dá origem precisa ter massa inferior a 8 massas solares, acima disso, o resultado será uma supernova.

6 de ago de 2015

Os últimos momentos de uma estrela

ESA/Hubble & NASA


Os momentos finais da estrela, observados pelo Telescópio Espacial Hubble, formaram a impressionante nebulosa conhecida como NGC 6565. O material expelido pela morte da estrela expõe seu interior luminoso e permite que a radiação ultravioleta reaja com gases ao seu redor em níveis variados, formando as belas cores observadas.


Nebulosas planetárias emitem luz por até 10 mil anos antes que a estrela principal comece a esfriar e encolher até se tornar uma anã branca. Quando isso acontece, a luz da estrela diminui drasticamente e para de reagir com os gases ao redor, fazendo com que a nebulosa não possa mais ser observada.

5 de ago de 2015

Very Large Telescope descobre indícios de estrelas de primeira geração

Concepção artística de CR7


Astrônomos do Observatório Europeu do Sul descobriram a galáxia que pode conter o grupo de estrelas de primeira geração, ou seja, que teriam nascido do material primordial gerado com a explosão do Big Bang. CR7, como foi chamada (abreviação para COSMOS Redshift 7) é três vezes mais brilhante do que a galáxia mais brilhante conhecida até agora.
As estrelas da primeira geração teorizada por astrônomos, denominadas População III, seriam centenas, talvez milhares de vezes mais massivas do que o Sol e explodiriam após apenas dois milhões de anos sob a forma de supernovas.

Elementos como oxigênio, nitrogênio, carbono e ferro, se formariam no interior dessas estrelas e elas formariam os elementos pesados necessários à formação dos astros que nos rodeiam atualmente. Antes, eram apenas teóricas, tendo nascido dos únicos elementos existentes antes delas, como hidrogênio, hélio e traços mínimos de lítio.

Com o auxílio não somente do Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), mas também do Observatório W. M. Keck, do Telescópio Subaru e do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, uma equipe liderada por David Sobral, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, Universidade de Lisboa e do Observatório de Leiden, descobriu e confirmou o elevado número de galáxias brilhantes muito jovens.


CR7 é a galáxia mais brilhante já observada durante o período conhecido como reionização, ou seja, que ocorreu cerca de 800 milhões de anos após o Big Bang. É classificada como População III por astrônomos já terem nomeado estrelas da Via Láctea como População I (como o Sol, rico em elementos pesados e que formam o disco da galáxia) e População II (estrelas mais velhas, com baixo conteúdo de elementos pesados e encontradas no bojo e no halo da Via Láctea e em aglomerados globulares).

24 de jul de 2015

No aniversário de 25 anos do Telescópio Espacial Hubble, NASA revela imagem surpreendente de aglomerado de estrelas

Credits: NASA/ESA



Para comemorar os 25 anos do Telescópio Espacial Hubble, a agência espacial norte-americana NASA publicou uma imagem impressionante observada pelo telescópio e que dá aos astrônomos uma visão clara de Westerlund 2, um aglomerado de aproximadamente 3.000 estrelas localizado a 20 mil anos-luz de distância da Terra, na constelação de Carina.

O aglomerado gigante tem mais de 2 milhões de anos e hospeda algumas das maiores, mais massivas e quentes estrelas da nossa galáxia. A nebulosa revela belos cenários com pilares, vales e cumes, onde os pilares, possivelmente incubadores de novas estrelas, são compostos de gases densos, possuem alguns anos-luz de altura e apontam para o aglomerado de estrelas observado.

O que vemos é, em termos astronômicos, um aglomerado muito jovem, e por isso ainda não teve tempo o suficiente para dispersar suas estrelas pelo espaço, permitindo assim que os astrônomos tenham a oportunidade de obter informações sobre como Westerlund 2 possivelmente se formou.


23 de jul de 2015

Sonda Espacial Kepler encontra exoplaneta 60% maior do que a Terra orbitando possível zona habitável

Crédito: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle


O novo exoplaneta descoberto, agora identificado como Kepler-452b, está localizado a 1.400 anos-luz da constelação de Cygnus e faz parte da potencial "zona habitável" em seu sistema, ou seja, região na órbita de uma estrela onde água em estado líquido pode compor a superfície dos planetas. Por sua similaridade com o nosso planeta, cientistas passaram a chamá-lo também de "primo distante" da Terra.


Kepler-452b foi encontrado orbitando uma estrela da classe G2 e é 60% maior do que a Terra. Mesmo que sua massa e composição ainda não tenham sido determinadas, pesquisas sugerem que planetas do tamanho de Kepler-452b possuem grande chance de serem rochosos. Kepler-452b leva 385 dias para dar uma volta completa em torno da sua estrela (Kepler-452). Esse período orbital é 5% maior que o período que a Terra leva para dar uma volta ao redor do Sol, que é de 365,25 dias.

O tamanho e escala do sistema de Kepler-452 comparado ao de Kepler-186 e o Sistema Solar. O sistema de Kepler-186 é tão pequeno que caberia na órbita de Mercúrio. Créditos: NASA/JPL-CalTech/R. Hurt

A estrela Kepler-452, tem 6 bilhões de anos de idade, 1 bilhão e meio a mais do que o Sol. Ainda que seja 20% mais brilhante e seu diâmetro seja 10% maior do que o da nossa estrela, elas têm a mesma temperatura.  

As informações foram publicadas no periódico "The Astronomical Journal". No total, a sonda Kepler já descobriu 521 exoplanetas.