18 de dez de 2014

Artista cria "passeio guiado" por locais nunca visitados do Sistema Solar

Já pensou em fazer uma viagem por diversas partes do Sistema Solar? Enquanto isso ainda não é possível, o artista visual e animador sueco Erik Wernquist resolveu criar uma incrível jornada por locais ainda não visitados pelo homem.

As paisagens do curta "Wanderers" não saíram da imaginação do artista, mas a partir de fotos e mapas fornecidos pela NASA. 

O "passeio guiado" de quatro minutos deixa qualquer um ansioso pela evolução da ciência e pela possibilidade dessas viagens se tornarem reais o quanto antes.

Confira algumas imagens:


O curta "Wanderers", mostra um elevador espacial que desce por um cabo até Marte. O elevador espacial é uma ideia que tem sido trabalhada há muito tempo, não sendo apenas ficção científica, mas uma sugestão de como transferir eficientemente grandes quantidades de massa e como sair de um planeta.


Um grupo de pessoas aguarda a chegada de dirigíveis na borda da cratera Victoria, em Marte. Este é um dos muitos panoramas de alta resolução fotografados pelos sistemas de imagem das sondas Spirit e Opportunity, durante sua exploração de Marte desde 2003.


O curta simula uma foto tirada da superfície de Iapetus, um dos satélites de Saturno. O satélite tem cerca de 1,3 mil km de extensão, 20 km de largura e em vários lugares há picos que se elevam por mais de 20 km acima das planícies circundantes.


Esta imagem do curta "Wanderers" especula sobre como deve ser o interior de um asteroide. 


O curta mostra um grupo de seres humanos caminhando pelas planícies geladas do satélite Europa, de Júpiter.


Segundo o animador sueco Erik Wernquist, autor da animação, esta é uma das vistas mais impressionantes do Sistema Solar. Nesta cena, o astronauta admira os anéis de Saturno. 

Para saber mais sobre o curta, visite a página oficial: www.erikwernquist.com/wanderers

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16 de dez de 2014

Curiosity consegue mais provas sobre existência de antigo lago em Marte


Os dados recolhidos pelo robô explorador Curiosity revelam que o monte Sharp, formado dentro da cratera Gale, poderia ter sido formado pelos sedimentos depositados no leito de um lago há milhões de anos, informou a NASA.

Membros da equipe de pesquisas da Curiosity assinalaram em entrevista coletiva que estas descobertas sugerem que Marte teve um clima mais frio que permitiu que houvesse sistemas de água e lagos durante um longo período de tempo. Esse tempo foi "suficiente para que os sedimentos formassem o monte", indicou Michael Meyer, diretor científico do programa da NASA de exploração em Marte.

“Marte atualmente é um planeta seco, árido e com ventos, mas em algum momento foi formado por água"
Ashwin Vasavada, cientista da NASA

Meyer assinalou que para os pesquisadores é um desafio decifrar como se formou esta montanha de cinco quilômetros de altura, composta por camadas de rochas, que poderiam ter sido constituídas com sedimentos de rio e partículas depositadas pelo vento. "As observações que fizemos até agora apoiam essa hipótese", indicou John Grotzinger, do Instituto Tecnológico da Califórnia em Pasadena (EUA), que assinalou que esperam poder comprová-la mais detalhadamente no ano que vem. 

A Curiosity está investigando as camadas de sedimentos mais baixas da montanha, uma seção de rochas de 150 metros na chamada formação Murray, que podem ser sedimentos sobrepostos transportados por rios e moldados pelo vento depois da evaporação da água. 

A outra pergunta a ser respondida é se essa água existiu tempo suficiente para que surgisse vida microbiana. Em descobertas anteriores, a Curiosity detectou elementos como enxofre, nitrogênio, hidrogênio, oxigênio, fósforo e carbono, alguns dos ingredientes químicos essenciais para a vida. 

"Marte atualmente é um planeta seco, árido e com ventos, mas em algum momento foi um planeta formado por água", comentou Ashwin Vasavada cientista do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA na Califórnia, ao destacar que se sua hipótese for mantida, "desafia a noção de que as condições cálidas e úmidas foram transitórias, locais ou só subterrâneas em Marte".

CONCEPÇÃO ARTÍSTICA DO LAGO QUE PREENCHIA A CRATERA GALE HÁ MILHÕES
DE ANOS (FOTO: NASA/JPL-CALTECH/ESA/DLR/FU BERLIN/MSSS)


O envolvimento do clima é um elemento chave neste processo, de acordo com esse especialista. A atmosfera teria que ser mais grossa para que as temperaturas fossem mais elevadas e permitissem que a água se mantivesse em forma líquida, "mas, por enquanto, não sabemos como foi possível"

Os cientistas devem levar a Curiosity a áreas mais elevadas da montanha para realizar novos experimentos que os ajudem a determinar como a atmosfera e a água interagiram com esses sedimentos e a analisar como a química nos lagos mudou ao longo do tempo. 

O veículo explorador partiu em 26 de novembro de 2011 em um foguete Atlas do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, e desceu em 6 de agosto de 2012 na cratera Gale com a missão de investigar se em Marte existiram condições para abrigar vida. Nos primeiros 12 meses, o robô descobriu um antigo leito de curso de água e recolheu amostras de solo e de atmosfera suficientes para que os cientistas concluíssem que pode ter havido vida ali há bilhões de anos. 

Em julho de 2013, a Curiosity concluiu sua pesquisa na área conhecida como Bahia de Yellowknife e viajou rumo ao sudoeste da base do monte Sharp, aonde chegou em setembro de 2014. A Curiosity tem o tamanho de um carrinho de golfe e é cinco vezes mais pesado que seus antecessores, os robôs Spirit e Opportunity, lançados em 2003. 

Trata-se também do robô mais bem equipado, com dez instrumentos de tecnologia de ponta, como o instrumento de difração de raios X (CheMin), que analisa quimicamente os minerais recolhidos pela Curiosity com seu braço robótico, ou a estação ambiental REMS, projetada e construída na Espanha. 

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15 de dez de 2014

Dados da Rosetta aumentam mistério sobre origem da água da Terra


O mistério sobre a origem da água terrestre se aprofundou ainda mais, quando astrônomos praticamente eliminaram um dos principais suspeitos: os cometas.

Nos últimos meses, a sonda Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA), examinou de perto o tipo de cometa que os cientistas acreditavam que poderia ter trazido água ao nosso planeta há 4 bilhões de anos. Ela encontrou água, mas não do tipo esperado.

A água encontrada era muito pesada. Um dos primeiros estudos científicos da missão Rosetta descobriu que a água do cometa contém mais de um isótopo do hidrogênio chamado deutério do que a água terrestre.

"A questão é quem trouxe essa água: foram os cometas ou alguma outra coisa?", perguntou Kathrin Altwegg, da Universidade de Berna, na Suíça, principal autora de um estudo publicado nesta semana pela revista "Science". A cientista cita que asteroides podem ter sido os responsáveis por trazer água à Terra. No entanto, outros discordam.

Muito cientistas scientistas acreditaram durante muito tempos que a Terra já tinha água quando se formou, mas que ela evaporou. Por isso a água do planeta teria que ter vindo de uma fonte externa.

As descobertas da missão Rosetta no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko complicam não apenas a questão da origem da água da Terra, mas nossa compreensão sobre os cometas.

Cometas próximos e distantes

Até agora, cientistas dividiam os cometas em dos tipos: os mais próximos e os mais distantes. Os próximos se originavam do Cinturão de Kuiper, depois da órbita de Netuno e Plutão. Já os longínquos vinham da Nuvem ne Oort, muito mais longe.

Em 1986, uma sonda espacial chegou perto do cometa Halle, que teria se originado na Nuvem de Oort, cuja missão era analisar a sua água. A conclusão foi que ela era mais pesada do que a da Terra. Mas há três anos, cientistas examinaram a água de um cometa do Cinturão de Kuiper, o Hartley 2. Ela era perfeitamente compatível com a da Terra, por isso a teoria da origem da água terrestre ter origem nos cometas voltou a ser considerada

O cometa visitado pela Rosetta é do Cinturão de Kuiper, mas sua água é ainda mais pesada do que a encontrada no cometa Halley, segundo Kathrin.

"Isso provavelmente exclui a possibilidade dos cometas do Cinturão de Kuiper terem trazido água para a Terra", diz.

O astrônomo da Universidade de Maryland, Michael A'Hearn, que não fez parte da pesquisa, disse que os resultados do estudo são interessantes, mas que eles não excluem completamente a possibilidade da água da Terra ter vindo dos cometas. Para ele, a água poderia ter vindo de outros tipos de cometas do Cinturão de Kuiper.

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Cientistas encontram um escudo invisível, no melhor estilo Star Trek, a milhares de quilômetros da Terra


O trabalho de uma equipe de pesquisadores da Universidade do Colorado em Boulder, nos EUA, se deparou com a descoberta de um escudo invisível. Situado a 12 mil quilômetros da Terra. Ele a protege dos chamados “elétrons assassinos”, ou seja, as partículas que circundam o nosso planeta a uma velocidade próxima à da luz e que representam uma verdadeira ameaça para astronautas, satélites e sistemas espaciais durante as tempestades solares. “Sinceramente, quando vimos esta ‘barreira’ persistente que atuava contra os elétrons altamente energéticos na magnetosfera da Terra, ficamos totalmente perplexos e desconcertados. Era como se as rajadas de elétrons se chocassem contra uma parede de cristal no espaço”, afirma o professor Daniel Baker, responsável pelo estudo.

Esse escudo, no melhor estilo Star Trek, está localizado no interior dos cinturões de Van Allen, constituído por um par de anéis de elétrons e prótons de altíssima energia, descobertos pelo professor James Van Allen em 1958. Sobre isso, Baker explica que os cinturões reagem às mudanças de energia procedentes do Sol. Enquanto os especialistas tentam explicar as origens do escudo, uma das hipóteses mais prováveis diz que sua origem é influenciada pela plasmasfera, a gigantesca nuvem de gás frio que se estende por milhares de quilômetros ao longo do cinturão de Van Allen.

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12 de dez de 2014

Você sabia?

Não encontramos aglomerados abertos ou galácticos em galáxias elípticas. O motivo disso é o fato de que a formação de estrelas, que poderia dar origem a novos aglomerados abertos, já cessou há vários milhões de anos nas galáxias elípticas e os aglomerados abertos que ali existiam originalmente já se dispersaram há muito tempo. Os aglomerados abertos ou galácticos são encontrados nos braços de galáxias espirais e nas galáxias irregulares, onde existem muitas nuvens moleculares escuras que podem dar origem a novas estrelas.


Nave Órion retorna com sucesso à Terra, e a humanidade entra na Era Marte


Órion, a mais recente nave espacial da NASA, regressou à Terra depois de completar, com êxito, um voo teste com astronautas a bordo, dando, dessa forma, o primeiro passo da chamada "era Marte" da história espacial do homem.

“Hoje é o primeiro dia da Era Marte”, afirmou Charles Boden, administrador da NASA. E não é para menos: a aterrissagem da nave aconteceu conforme o planejado, sobre o Oceano Pacífico, a 965 km da Baixa Califórnia. “Aterrissou! Órion completou um passo importante em nossa viagem a Marte”, “twittou” a NASA assim que o retorno da cápsula, que trouxe de volta os astronautas de uma futura missão tripulada a Marte, foi confirmado.

Esse teste, o primeiro de uma série, servirá para analisar o comportamento de Órion durante as ações de entrada, descida e pouso, verificando, em especial, o desempenho do escudo térmico que protege a cápsula das altas temperaturas de reentrada na atmosfera terrestre. Os dados registrados serão estudados para ter efeito no design final do veículo, que terá capacidade para transportar quatro astronautas no espaço, o último passo anterior ao primeiro voo tripulado a Marte, previsto para 2021. A Órion viajou 5.795 quilômetros acima da Terra para testar os sistemas da nave espacial antes de transportar os astronautas em missões no espaço profundo. Durante a reentrada na atmosfera, a espaçonave suportou uma velocidade de 32.185 quilômetros por hora e temperaturas próximas a 2.204,4º centígrados.

Não deixe de assistir ao vídeo com decolagem impressionante da cápsula para Marte:



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