15/09/2014

Pesquisadores afirmam que um novo planeta Terra pode estar se formando


Uma pesquisa feita com o telescópio espacial Spitzer, da NASA, detectou uma erupção colossal de poeira girando em torno de uma estrela nova. Isso seria consequência do impacto de dois asteroides que se chocaram entre si e que poderiam formar um planeta similar à Terra com o decorrer de milhares de anos.

Os especialistas já vinham rastreando com regularidade a estrela NGC 2547-ID8, a 1200 anos-luz de distância da Terra, na constelação Vela, quando detectaram o surgimento de uma grande quantidade de poeira, entre agosto de 2012 e janeiro de 2013. A equipe de cientistas, sob o comando de Huan Meng, da Universidade do Arizona, não hesitou em atribuir o fenômeno à colisão de dois asteroides gigantes.


Apesar de existir observações telescópicas anteriores sobre as poeiras deixadas em supostas colisões de asteroides como essa, é a primeira vez que os astrônomos conseguiram recolher dados antes e depois do choque de um sistema planetário. Trata-se de um tipo de colisão, que, ao fim, poderá acarretar na formação de planetas rochosos, como a Terra.

Os planetas rochosos surgem a partir de poeira cósmica, girando ao redor de estrelas jovens. Depois de milhares de anos, a poeira cósmica começa a se juntar para formar os asteroides, que, por sua vez, se chocarão uns contra os outros. Alguns asteroides sobreviverão aos impactos para começar a crescer e, em milhões de anos, se transformarão em “protoplanetas”.

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12/09/2014

Astrônomos mapeiam o superaglomerado de galáxias do qual a Via Láctea faz parte

Estrutura batizada de ‘Laniakea’ abriga 100 mil galáxias e mede 520 milhões de anos-luz


De tempos em tempos a ciência faz descobertas que nos obrigam a redimensionar completamente aquilo que conhecemos sobre a realidade. Este artigo publicado pela revista Nature é um daqueles que atingem em cheio uma das perguntas fundamentais do ser humano: Onde estamos? Até então sabíamos que a Terra é parte do Sistema Solar, que por sua vez pertence à Via Láctea, localizada no Grupo Local, que abriga 35 entre as bilhões de galáxias que compõem o Universo.

Uma equipe de astrônomos acaba de acrescentar mais uma coordenada ao nosso endereço cósmico: eles descobriram que a vizinhança da Via Láctea está inserida nas periferias de um superaglomerado com cerca de 100 mil galáxias e uma extensão de 520 milhões de anos-luz, ao qual deram o nome de Laniakea, termo que na língua havaiana carrega o poético significado de “céu imensurável”.

“Isso não é muito diferente quando se descobre que sua cidade natal é, na verdade, parte de um país muito maior que faz fronteira com outras nações”, disse o líder do estudo Brent Tully ao site The Daily Galaxy.

Para conseguir elaborar o complexo mapa em 3D, os pesquisadores analisaram os padrões de movimento e velocidade de diversas galáxias e assumiram que cada uma pertence à estrutura cuja gravidade a está atraindo. Além de conseguir mapear o mega-aglomerado, os astrônomos também contextualizaram o chamado Grande Atrator, uma fortíssima anomalia gravitacional que influencia o deslocamento de objetos a milhões de anos-luz de distância e há décadas intrigava os estudiosos. A pesquisa revelou que ele funciona como uma espécie de vale, que atrai os filamentos galácticos como se fossem riachos imersos em enormes porções de vácuo. Como a natureza nunca cansa de nos surpreender, nada impede que nossa concepção de “casa” vá ainda mais além da Laniakea. “Nós podemos descobrir que vamos ter que inventar um outro nome para algo ainda maior de que somos parte, consideramos isso como uma possibilidade real”, disse Tully ao site Space.

Confira o vídeo da Nature sobre Laniakea:


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11/09/2014

Estrela de uma quarta dimensão teria dado origem ao nosso Universo


Cientistas canadenses apresentaram uma teoria revolucionária sobre a gênese do cosmos, baseada na possibilidade de que nosso universo tridimensional teria surgido como o horizonte de uma estrela caída de um universo de quatro dimensões. A teoria do Big Bang, que até hoje, afirma que todo o universo existente se originou após a explosão de um ponto infinitamente pequeno, maciço e denso – denominado singularidade espaço-tempo –, é a mais aceita.

A expansão do universo perceptível e a existência de ondas gravitacionais primordiais, dentre vários fenômenos descobertos pelos físicos e astrônomos, reforçaram esta teoria. No entanto, além de determinar um ponto de partida para a existência do cosmos, a teoria do Big Bang nunca tentou explicar o que precedeu a grande explosão. A explicação apresentada por uma equipe de especialistas do Instituto Perimeter de Física Teórica, no Canadá, lança luz sobre esse enorme mistério. A teoria dos canadenses faz uma analogia entre o fenômeno do horizonte de eventos de um buraco negro, no universo tridimensional ao qual pertencemos, e um processo semelhante, ocorrido em um universo hipotético de quatro dimensões.

Em um buraco negro, o chamado horizonte de eventos representa um ponto sem retorno para a matéria e a energia: qualquer partícula existente que atravesse esse ponto, incluindo os fótons, será atraída pela imensa gravitação da massa no centro do buraco. Esse fenômeno transforma o horizonte de eventos em um espaço praticamente bidimensional, no qual, como se fosse uma barreira, a passagem de qualquer partícula além dessa fronteira significa um desaparecimento virtual da realidade perceptível para um sujeito externo; não se trata, na verdade, de um aniquilamento, mas se torna impossível ver o que acontece com ela. O caso do universo hipotético de quatro dimensões seria similar, de acordo com os cientistas: um buraco negro, em uma quarta dimensão, implicaria um horizonte de eventos de três dimensões, como nosso universo.

A teoria revolucionária remonta ao mesmíssimo Big Bang, que aconteceu devido ao colapso de uma estrela em um buraco negro, e aos fenômenos atuais vigentes, como a expansão do universo observável, posto que os horizontes de acontecimentos abrangem uma expansão. Assim, não existem contradições entre as teorias vigentes e a dos cientistas canadenses.

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09/09/2014

Você sabia?

Embora durante séculos tenhamos conhecido apenas os anéis de Saturno hoje sabemos que outros planetas do Sistema Solar também possuem anéis planetários. Os anéis que existem em torno de Júpiter foram descobertos pela sonda espacial Pioneer X e, mais tarde foram confirmados pela sonda espacial Voyager 1. Os anéis de Urano foram descoberto pela ocultação de uma estrela e os de Netuno foram descobertos pela sonda espacial Voyager 2. Assim, no Sistema Solar, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno são planetas que se encontram envolvidos por anéis. Certamente os anéis de Saturno são os mais impressionantes, podendo ser vistos até mesmo com o auxílio de um pequeno telescópio.


08/09/2014

Japão apresenta nova sonda espacial para explorar asteroide

A Agência Japonesa de Exploração Espacial (Jaxa) apresentou à imprensa uma nova sonda, a Hayabusa-2, com a qual espera repetir o êxito de sua antecessora, que conseguiu trazer pó de asteroide depois de uma odisseia de sete anos.

"A nova sonda estará terminada muito em breve", afirmou o chefe do projeto, Hitoshi Kuninaka, citado pela agência Jiji.

O lançamento da base de Tanegashima, localizada no sul do Japão, está previsto para dezembro.

Hayabusa-2 deve alcançar seu objetivo, o asteroide "1999 JU3", em meados de 2018 e empreenderá regresso no final de 2019 para chegar à Terra um ano mais tarde, se tudo acontecer de acordo com o esperado. Ao contrário de Itokawa, o asteroide explorado pela primeira sonda Hayabusa, este novo corpo rochoso contém carbono e água.

A Hayabusa-2 será equipada com uma espécie de canhão espacial. Quando chegar na órbita desejada de "1999 JU3", ira liberar o artefato e se colocará ao lado do asteroide.

O canhão disparará uma bola metálica contra a superfície do asteroide, onde fará uma cratera de vários metros de diâmetro. Em seguida, a sonda pousará no buraco e extrairá amostras do subsolo.

Os cientistas da Jaxa acreditam que é mais interessante explorar o subsolo do que a superfície do asteroide, que recebe mais impacto de raios cósmicos.

Lançada em maio de 2003, a primeira Hayabusa recolheu mostras do asteroide Itokawa, a 290 milhões de quilômetros da Terra, em setembro de 2005.

Dificuldades de telecomunicações com a sonda, avarias dos motores, baterias e outros equipamentos obrigaram os técnicos usar de inventividade para recuperar o controle e trazê-la de volta com três anos de atraso.

A viagem se transformou numa interminável jornada de sete milhões de quilômetros. E a Hayabusa se converteu para os japoneses no símbolo de sua perseverança.

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06/09/2014

Asteroide passará perto da Terra neste fim de semana

Com apenas 20 metros de extensão, ele é considerado pequeno


Um pequeno asteroide, com cerca de 20 metros, passará "muito perto" da Terra no próximo domingo, informou a NASA. A agência descarta que o 2014RC, como é chamado, represente uma ameaça para o nosso planeta.

Sua maior proximidade será às 15h18 (horário Brasília) no dia 7 de setembro, quando o asteroide passará acima da Nova Zelândia.

O corpo celeste foi descoberto no dia 31 de agosto pelo programa Catalina Sky Survey (CSS), operado pelo Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona (EUA), que utiliza dados de três telescópios para procurar cometas, asteroides e objetos próximos à Terra.

O asteroide também foi, detectado de forma independente na noite seguinte pelo telescópio do Observatório Pan-STARRS situado no Havaí e ambos informaram as suas observações ao Minor Planet Center da União Internacional Astronômica, em Cambridge (Massachusetts).

No momento de maior proximidade, o asteroide estará aproximadamente a 40 mil quilômetros de distância da Terra. 

Os cientistas informaram que apesar desta "proximidade", o asteroide não poderá ser visto a olho nu, embora astrônomos amadores que tenham pequenos telescópios talvez consigam observar o asteroide, que se deslocará rapidamente seguindo sua órbita.

O corpo celeste passará pela parte externa da órbita geossíncrona dos satélites artificiais de telecomunicação e meteorológicos que orbitam a uma distância ao redor de 36 mil quilômetros da superfície de nosso planeta.

A comunidade científica terá uma oportunidade única para observar e aprender mais sobre os asteroides, assinala a NASA. Apesar de, nesta ocasião, o 2014RC não cair na Terra, os cientistas calculam que sua órbita o traga de novo às proximidades de nosso planeta no futuro e sua órbita será recalculada periodicamente.

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